Um analista da Secretaria de Fazenda de um estado brasileiro foi incumbido de avaliar dois projetos de infraestrutura logística, ambos com duração de 20 anos e orçamento inicial idêntico de R$ 500 milhões. O Projeto Alfa prevê a construção de uma rodovia que reduzirá o tempo de deslocamento de mercadorias entre duas regiões produtoras, com benefícios econômicos estimados em R$ 80 milhões por ano. O Projeto Beta consiste na implantação de um sistema de monitoramento e gestão de tráfego em rodovias já existentes, com benefícios econômicos estimados em R$ 60 milhões por ano. A taxa social de desconto é de 8% ao ano. A equipe técnica responsável apresentou as seguintes afirmativas:
- I. O Projeto Alfa apresenta uma relação benefício-custo (RBC) de aproximadamente 1,96, considerando o fluxo de benefícios como uma perpetuidade e desconsiderando custos de manutenção.
- II. O Projeto Beta, por ter menor benefício anual, jamais poderia ser escolhido em uma análise de custo-benefício, mesmo que apresentasse custos de manutenção significativamente menores que os do Projeto Alfa.
- III. Se ambos os projetos forem mutuamente exclusivos e não houver restrição orçamentária, a decisão correta, com base na análise de custo-benefício, é escolher o Projeto Alfa, pois seu valor presente líquido (VPL) é maior.
- IV. Em uma análise de custo-efetividade, se o objetivo for reduzir o tempo médio de viagem por real investido, e o Projeto Beta conseguir uma redução de 30% no tempo de viagem com o mesmo custo inicial, enquanto o Projeto Alfa reduz 25%, o Projeto Beta seria considerado mais custo-efetivo, independentemente do valor monetário dos benefícios.
Considerando as definições e aplicações da análise de custo-benefício (ACB) e da análise de custo-efetividade (ACE), e supondo que os benefícios e custos sejam corretamente mensurados e que não haja outras externalidades, está correto o que se afirma em: