O Tribunal de Justiça do Estado X, ao implementar seu planejamento estratégico para o período de 2023-2028, deparou-se com um desafio significativo: a resistência de magistrados e servidores às mudanças propostas, especialmente no que tange à digitalização de processos e à adoção de métodos ágeis de gestão. Um grupo de trabalho foi constituído para analisar o caso e propor soluções. Durante as discussões, surgiram as seguintes afirmações:
- I. A resistência à mudança é um fenômeno exclusivamente individual, decorrente de fatores psicológicos como medo do desconhecido e perda de status, não sendo influenciada por aspectos organizacionais como cultura e estrutura.
- II. A modernização da gestão judicial exige não apenas a introdução de novas tecnologias, mas também a revisão de processos de trabalho e a capacitação contínua dos envolvidos, em uma abordagem socio técnica.
- III. O planejamento estratégico no âmbito do Poder Judiciário deve ser concebido como um processo participativo e flexível, capaz de incorporar feedbacks e ajustes ao longo de sua execução, em contraposição a um modelo puramente top-down e rígido.
- IV. A eficácia da modernização da gestão judicial depende primordialmente da aquisição de softwares de última geração, sendo os aspectos humanos e culturais secundários nesse processo.
Considerando as afirmações acima e a literatura contemporânea sobre administração judicial, planejamento estratégico e modernização da gestão, assinale a alternativa que apresenta a análise correta.