Durante a implementação de uma política de segurança pública em um estado brasileiro, observou-se a formação de uma coalizão de defesa composta por secretários estaduais de segurança, comandantes de polícia e representantes de associações de moradores, que compartilhavam a crença de que o endurecimento penal e o aumento do policiamento ostensivo reduziriam a criminalidade. Paralelamente, uma coalizão rival, integrada por defensores públicos, pesquisadores acadêmicos e organizações de direitos humanos, defendia que a redução da violência dependeria de investimentos em políticas sociais e de prevenção primária. Após um ano de implementação, os indicadores de criminalidade não apresentaram melhora significativa, e um escândalo de corrupção envolvendo a cúpula da coalizão governista levou à substituição do secretário de segurança. O novo secretário, oriundo do meio acadêmico, determinou a revisão da política com base em evidências e promoveu a abertura do processo para a participação de atores da sociedade civil.
Com base no modelo de coalizões de defesa (Advocacy Coalition Framework) e nos conceitos de avaliação ex-ante e ex-post, a situação descrita ilustra que: