No âmbito de uma autarquia federal, a assessoria de comunicação identificou que informações estratégicas sobre a tramitação de processos internos circulavam mais rapidamente pelos corredores e grupos de mensagens instantâneas do que pelos canais oficiais definidos no manual de comunicação do órgão. Diante desse cenário, a chefia determinou a extinção de todos os canais informais de interação, sob o argumento de que a comunicação informal é sempre prejudicial à administração pública e deve ser completamente eliminada para garantir a eficiência e a transparência dos fluxos comunicacionais.
Considerando os conceitos de comunicação formal e informal na gestão pública e a dinâmica das redes organizacionais, a determinação da chefia está alinhada com as boas práticas de comunicação na administração pública, pois a supressão total dos canais informais é condição necessária para assegurar que apenas informações validadas e oficiais circulem no ambiente organizacional.