No processo de construcao historica da universidade brasileira, a Reforma Universitaria de 1968 (Lei n. 5.540/1968) representou um marco ao instituir, entre outras medidas, a indissociabilidade entre ensino e pesquisa e a extincao da catedra, substituida pelos departamentos. Contudo, a plena efetivacao desse modelo departamental e da integracao entre ensino e pesquisa encontrou limites estruturais, sobretudo porque a expansao do ensino superior no periodo priorizou, em grande medida, o setor privado e a criacao de estabelecimentos isolados, muitos deles sem infraestrutura de pesquisa consolidada. Nesse contexto, a docencia universitaria passou a conviver com tensoes entre a exigencia de producao cientifica e as condicoes reais de trabalho, especialmente nas instituicoes privadas e nos cursos noturnos, o que relativiza a ideia de que a reforma, por si so, teria garantido a universalizacao do modelo de universidade de pesquisa no Brasil.
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