Durante o desenvolvimento de um método analítico por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) em fase reversa para a quantificação de um fármaco ácido fraco (pKa = 4,5) em comprimidos, um analista avaliou a influência do pH da fase móvel sobre a retenção do analito. Ele observou que, ao ajustar o pH da fase móvel de 3,0 para 6,5, mantendo-se constante a proporção de solvente orgânico, houve diminuição significativa do tempo de retenção do fármaco. Considerando os fundamentos da CLAE em fase reversa e o comportamento ácido-base do analito, é correto afirmar que, nessa situação, o aumento do pH da fase móvel provocou a desprotonação do fármaco, aumentando sua fração ionizada e, consequentemente, reduzindo sua retenção na fase estacionária apolar.
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