No contexto de uma equipe multiprofissional de um hospital-escola, a coordenadora de enfermagem, ao assumir o setor, decidiu implementar reuniões semanais de 15 minutos para alinhamento de condutas. Durante uma dessas reuniões, o técnico de enfermagem João relatou que se sentia desvalorizado porque suas sugestões de melhoria no fluxo de medicação nunca eram consideradas pela equipe. A coordenadora, então, respondeu publicamente: 'Aqui todos têm voz, mas as decisões finais são minhas, pois a responsabilidade técnica é minha'. Na semana seguinte, João passou a evitar as reuniões e a se comunicar apenas por bilhetes. Considerando os conceitos de competência interpessoal e trabalho em equipe, é correto afirmar que a atitude da coordenadora, ao centralizar a decisão e desconsiderar a participação do técnico, caracteriza um exercício de liderança compatível com a promoção da competência interpessoal no grupo, uma vez que a clareza sobre a hierarquia e a responsabilidade técnica fortalece a coesão da equipe e evita conflitos improdutivos.
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