PontuaçãoCebraspeProva: MEC 2015 · atividades tecnicas de tecnologia da informacao area gerente de suporte
Texto I1 Faço compras no supermercado. Encho o tanque do automóvel. Compro um livro, um filme, um CD. Vou almoçar, pago a conta, saio. E então reparo que não encontrei um único4 ser humano em todo o processo. Só máquinas. Eu, o meu cartão de crédito ― e uma máquina. Então penso: será que Paul Lafargue (1842–1911) tinha razão?7 Lafargue é pouco lido hoje em dia. Genro do famoso Karl Marx, Lafargue escreveu O direito à preguiça em finais do século XIX. Para deixar uma mensagem otimista: a10 humanidade deixará o trabalho para trás porque o progresso tecnológico vai libertar os homens da condenação da jornada. A mensagem de Lafargue é uma espécie de profecia13 bíblica do avesso: quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, Deus condenou o par desobediente a ganhar a vida com o suor do rosto. As máquinas, escreveu Lafargue,16 permitirão que os homens regressem ao paraíso, deixando as canseiras da labuta para os brinquedos da tecnologia. Não sei quantas vezes li o opúsculo de Lafargue.19 Umas dez. Umas cem. Sempre à espera do dia em que a máquina libertaria os homens para o lazer. João Pereira Coutinho. Nós, os escravos. In: Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).Em relação às estruturas linguísticas e às ideias do texto I, julgue os itens a seguir. Na linha 9, os dois-pontos têm a função de introduzir uma explicação referente à informação anterior.
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